Debaixo do anão verde coqueiro,
Na relva que ladeia uma piscina,
Sentado está Nivaldo, o anteneiro,
Poeta de trovar trova menina.
Ao lado está Loures quase herdeiro
Da trova reluzente, purpurina,
Ouvindo do poeta campineiro
A voz que respeitar tudo ensina.
Já Thomas da Suiça hospitaleiro
Limpava do churrasco o braseiro,
Depois de alimentar todos convivas.
E Nilson, Jotabê perto, e Mollica,
Proseiam um prosar que magnifica
O Encontro de Natal. E a todos Vivas!
Loures de Paiva
10.08.2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Piau, Nosso Chão Pátrio
Na escarpa da colina foi fundada,
Pra pouso na estrada dos que ouro
Buscavam e levavam na lombada
Ferida, ensanguentada de seu touro.
Fundada foi Piau, hoje elevada
A vila, a cidade, um tesouro
Da estrada que real hoje chamada
Tem Rio de Janeiro nascedouro.
Inscrita no registro da história,
Dos filhos que se foram em memória
Eu canto para sempre sua glória.
Os filhos que descendem dos que foram,
Que ao longo das ruelas inda moram,
Os entes seus queridos rememoram.
Loures de Paiva
15.08.2009
Pra pouso na estrada dos que ouro
Buscavam e levavam na lombada
Ferida, ensanguentada de seu touro.
Fundada foi Piau, hoje elevada
A vila, a cidade, um tesouro
Da estrada que real hoje chamada
Tem Rio de Janeiro nascedouro.
Inscrita no registro da história,
Dos filhos que se foram em memória
Eu canto para sempre sua glória.
Os filhos que descendem dos que foram,
Que ao longo das ruelas inda moram,
Os entes seus queridos rememoram.
Loures de Paiva
15.08.2009
Mandamento Rejeitado
O homem rejeitou o mandamento,
Ao ídolo curvou-se impertinente,
Lançou por terra o sábio fundamento,
Tirou de si inerte o ser temente.
Sua alma agora vaga num lamento
E a fé que sempre foi eternamente
A base a sustentar o sofrimento
Deposta foi de si veladamente.
Sem rumo, não vislumbra esperança,
Divina sem a lei não mais consegue
O prêmio de viver como criança.
Se o Alto conquistar já não persegue,
Mantém-se soterrado ao solo entregue,
Pungido ao tanger da própria lança.
Loures de Paiva
15.08.2009
Ao ídolo curvou-se impertinente,
Lançou por terra o sábio fundamento,
Tirou de si inerte o ser temente.
Sua alma agora vaga num lamento
E a fé que sempre foi eternamente
A base a sustentar o sofrimento
Deposta foi de si veladamente.
Sem rumo, não vislumbra esperança,
Divina sem a lei não mais consegue
O prêmio de viver como criança.
Se o Alto conquistar já não persegue,
Mantém-se soterrado ao solo entregue,
Pungido ao tanger da própria lança.
Loures de Paiva
15.08.2009
Janela Para o Mundo
Espaço me foi dado neste espaço,
Que como luz se espalha mundo afora.
Do mestre vou usar o mesmo braço,
Que forja este verso sem demora.
Não sei a quantos vou nisto que faço,
Não sei se vou viver uma outra aurora,
Não sei se de mim mesmo um novo traço
Imponho não bem quisto nesta hora.
Se vale assim pensar, devo seguir
Caminho sem prever o que há-de vir,
Por prêmio ou por pena não prevista.
Se o louro me vier numa conquista,
Virá pelo soprar de quem com vista
Ferida luminou novo porvir.
Loures de Paiva
15.08.2009
Que como luz se espalha mundo afora.
Do mestre vou usar o mesmo braço,
Que forja este verso sem demora.
Não sei a quantos vou nisto que faço,
Não sei se vou viver uma outra aurora,
Não sei se de mim mesmo um novo traço
Imponho não bem quisto nesta hora.
Se vale assim pensar, devo seguir
Caminho sem prever o que há-de vir,
Por prêmio ou por pena não prevista.
Se o louro me vier numa conquista,
Virá pelo soprar de quem com vista
Ferida luminou novo porvir.
Loures de Paiva
15.08.2009
Libera-te, Minha Alma
O tempo vai passando, o fim é perto
E a voz do imo meu que clama e grita,
Na ânsia de sair de seu deserto,
Impõe a mão ao verso e o mestre imita.
Os versos que eu gerar serão por certo
Julgados por juiz que nunca evita
Lançar juízo algoz, juízo incerto,
Juízo que afronta a alma aflita.
Se esse é o caminho que persigo,
Ainda que da ponte o outro lado
Sugira um confronto não amigo,
Não temas, ó minha alma, esse fado
Mantém-te a ti no leme só contigo,
E toma só a ti o teu pecado.
Loures de Paiva
17.08.2009
E a voz do imo meu que clama e grita,
Na ânsia de sair de seu deserto,
Impõe a mão ao verso e o mestre imita.
Os versos que eu gerar serão por certo
Julgados por juiz que nunca evita
Lançar juízo algoz, juízo incerto,
Juízo que afronta a alma aflita.
Se esse é o caminho que persigo,
Ainda que da ponte o outro lado
Sugira um confronto não amigo,
Não temas, ó minha alma, esse fado
Mantém-te a ti no leme só contigo,
E toma só a ti o teu pecado.
Loures de Paiva
17.08.2009
Camões, o Sempre Mestre
O mestre de além-mar, mestre Camões,
De quem herdei a forma de versar,
Renome tem de si entre as nações,
Por ter cantado os feitos de ultramar.
Os feitos dos heróis e dos barões
Que indo desde o Tejo a longe mar
Buscaram conquistar muitos torrões
E a língua neles todos implantar.
A língua então preservo como dantes,
A língua do falar dos seus infantes,
A língua do escrever dos escritores
Que cantam deste século os rumores,
Que prosam ou versejam seus amores.
Que cantam no aquém-mar os seus instantes.
Loures de Paiva
20.08.2009
De quem herdei a forma de versar,
Renome tem de si entre as nações,
Por ter cantado os feitos de ultramar.
Os feitos dos heróis e dos barões
Que indo desde o Tejo a longe mar
Buscaram conquistar muitos torrões
E a língua neles todos implantar.
A língua então preservo como dantes,
A língua do falar dos seus infantes,
A língua do escrever dos escritores
Que cantam deste século os rumores,
Que prosam ou versejam seus amores.
Que cantam no aquém-mar os seus instantes.
Loures de Paiva
20.08.2009
O Bailar da Natureza
Na estepe, o beija-flor como relampo
Viaja velozmente a beijar
As flores que darão o fruto lampo
As flores que os lares vão ornar.
Abelha vai sugar da flor do campo
O doce que em mel vai transformar,
Na noite o luzir do pirilampo
D´estrelas vai o escuro polvilhar.
As folhas que no inverno vão ao chão,
A terra fazem fértil para o pão
Que nutre toda a corte e realeza.
E a tudo assim resta a certeza,
Na ordem que equilibra a natureza,
De ter para viver o seu quinhão.
Loures de Paiva
21.08.2009
Viaja velozmente a beijar
As flores que darão o fruto lampo
As flores que os lares vão ornar.
Abelha vai sugar da flor do campo
O doce que em mel vai transformar,
Na noite o luzir do pirilampo
D´estrelas vai o escuro polvilhar.
As folhas que no inverno vão ao chão,
A terra fazem fértil para o pão
Que nutre toda a corte e realeza.
E a tudo assim resta a certeza,
Na ordem que equilibra a natureza,
De ter para viver o seu quinhão.
Loures de Paiva
21.08.2009
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